12 Julho 2009
TU...

Tu, que te escondes atrás de um livro aberto
à margem de um sotaque com açucar
preso a um passado,
que perto fica quieto
junto a um ecrã,
que se mexe só sem vida
" São de veludo as palavras
Daquele que finge que ama "

" A gente vive na mentira
Já nem dá conta do que sente"
Tu, que soletras um mundo de silêncio
à sombra da luz tapada pela lua
tocas a minha alma
com gotas de incenso
mudas os sentidos
que nascem na rua
Tu, que mergulhas fundo na ausência
da palavra que foge do lamento
encontras nela
a razão da demência
que um grito tem
num quarto escuro e mudo
Tu, que encontras a razão perdida
para desistir e não voltar a tentar
deixas-te ficar quieto e mudo
presa ao um passado
que já não quer voltar

NOTA: Tu, que lês estas palavras... que estás ai, por detrás
das tuas palavras, olhando um monitor...
Tu, que soletras um mundo de silêncio
à sombra da luz tapada pela lua
tocas a minha alma
com gotas de incenso
mudas os sentidos
que nascem na rua
Tu, que mergulhas fundo na ausência
da palavra que foge do lamento
encontras nela
a razão da demência
que um grito tem
num quarto escuro e mudo
" Que ter um coração que mente"
Tu, que encontras a razão perdida
para desistir e não voltar a tentar
deixas-te ficar quieto e mudo
presa ao um passado
que já não quer voltar

tu...
NOTA: Tu, que lês estas palavras... que estás ai, por detrás
das tuas palavras, olhando um monitor...

